A educação superior no Brasil ainda é marcada por profundas desigualdades de acesso. Apesar de programas como ProUni e SISU terem sido criado com o objetivo de democratizar o ingresso, fatores estruturais como a baixa qualidade do ensino básico público e a vulnerabilidade socioeconômica seguem limitando o avanço de milhões de jovens.
Nesse contexto, é fundamental compreender que a universidade não pode ser tratada apenas como um espaço de formação técnica, mas também como um instrumento de mobilidade social e construção de cidadania. Ainda assim, a evasão nas instituições públicas e privadas continuam expressivas, revelando que o ingresso, sozinho, não basta.
Portanto, são necessárias políticas integradas que articulem permanência estudantil, valorização da educação básica e ampliação de bolsas. Somente com essa abordagem sistêmica o país poderá transformar o ensino superior em um direito, e não em um privilégio.